A HISTÓRIA DA SUA URINA

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OI, GALERA!!!!


Começando  uma postagem sobre fluidos corporais, onde a urina é um exemplo significativo.
Mas será que você sabe a importância desse líquido nas descobertas químicas?
Muitos cientistas acharam uma ” graça” aquela aguinha amarela que sai de dentro de cada um de nós e resolveram fazer pesquisas, das mais bizarras, diga-se de passagem…

clássico potinho de urina – Wikipédia

Afinal , o que é urina?

urina humana é um subproduto do metabolismo em seres humanos.( você come e bebe- tudo vai ser processado no organismo…) 

Ela é produzida nos rins e armazenada na bexiga, à qual chega através do ureter. O ato de excretar urina é chamado de micção, e ocorre quando esse líquido é expelido através da uretra..

Assim como a urina de outros animais, a urina humana é composta principalmente de água (91% a 96%), mas contém também ureia, ácido úrico, sal e outras substancias. A urina é o produto final, resultante da excreção renal. O volume, a acidez e a concentração de sais na urina são regulados por hormônios, entre os quais o hormônio antidiurético e a aldosterona, os quais atuam nos rins para garantir que a água, os sais e o equilíbrio, ácido-base (acidez ou alcalinidade do sangue e do fluido intersticial) do organismo se mantenham dentro de estreitos limites.

A presença na urina de açúcar, albumina, pigmentos biliares ou quantidades anormais de algumas substâncias, incluindo as constituintes habituais, é indicador de doenças. A urina é normalmente estéril quando é expelida e tem apenas uma vago odor. O cheiro desagradável da urina deteriorada deve-se à ação de bactérias que provocam a libertação de amoníaco..

Um adulto saudável de dieta comum pode produzir entre 1000 e 2000 ml de urina por dia. O volume mínimo de urina necessário para remover do organismo todos os produtos residuais é de cerca de 0,5 L em um homem de 70 kg; todo o volume produzido acima deste consiste em excesso de água.

 Uma grande ingestão de líquidos aumenta a quantidade de urina produzida; uma grande perda de líquido através da transpiração, vómitos ou diarreia conduz à sua produção diminuída. O volume de urina eliminado durante o dia é o dobro do produzido na noite, nos humanos saudáveis. Em desordens patológicas esta constante pode ser alterada passando o indivíduo eliminar igual volume nos dois períodos ou mais durante a noite.


Mas aí vai  a história, retirada da revista SUPER:

 

Em 1669, o alquimista alemão Hennig Brandt começou a destilar urina humana. Ele tinha esperança de que o líquido fosse um remédio capaz de curar todas as enfermidades e que, por ser amarelo, pudesse conter ouro. Ferveu a urina e a deixou condensar, mas é claro que não encontrou nenhum metal precioso.

Conseguiu apenas uma pasta branca que, quando esquentada, entrava em combustão. Brandt havia descoberto o elemento fósforo.
A urina é uma combinação de vários detritos do corpo. Entre eles estão substâncias orgânicas e fosfatos – compostos que pegam fogo facilmente quando em contato com carbono. Ao aquecer, as substâncias orgânicas se transformaram em carvão – que nada mais é do que carbono – e fizeram a mistura pegar fogo. Brandt percebeu que a descoberta era importante, mas ainda foi preciso muitas outras pesquisas antes que ela pudesse ter alguma função prática. Os palitos atuais, por exemplo, são feitos de uma massa com clorato de potássio, que reage com o fósforo presente na lixa da caixa e inicia o fogo. 

O fósforo está na lixa da caixa e não no palito!!!!

O fósforo (P) e os palitos de fósforo (fósforos de segurança) – Colégio  Bandeirantes
O fósforo (P) e os palitos de fósforo (fósforos de segurança) – Colégio Bandeirantes


A experiência de Brandt não foi, no entanto, a primeira a utilizar urina.
Essa substância é há milênios misturada a tintas para que elas consigam “pegar” melhor em tecidos e tornar as cores mais vivas. Algumas mulheres no Império Romano, por exemplo, pintavam o cabelo de amarelo com um extrato de folhas de verbasco misturado com urina.

Essa propriedade começou a intrigar os cientistas no século XIX, quando foi preciso criar substâncias sintéticas que tivessem o mesmo efeito (afinal, não era fácil transportar centenas de barris de urina até as tinturarias). As pesquisas cumpriram seu objetivo e ainda trouxeram outros benefícios. Em uma das experiências, o químico alemão Adolph von Baeyer transformou o ácido úrico – um dos componentes da urina – em um novo composto, que ele chamou de ácido barbitúrico. A descoberta de Baeyer deu origem a uma série de derivados, os barbitúricos, que fizeram sucesso durante muito tempo como remédio para insônia e até hoje são usados como anestésicos em cirurgias.
A urina foi responsável por uma revolução ainda maior na química. Até o século XIX, acreditava-se que todos os materiais se dividiam em duas categorias: os inorgânicos, como rochas e metais, e os orgânicos, que eram produzidas por seres vivos e, segundo a crença da época, possuíam forças vitais que os tornavam impossíveis de serem copiados. Essa ideia caiu por terra em 1828, quando o químico alemão Friedrich Wohler misturou duas substâncias inorgânicas: cianato de prata e cloreto de amônio. A experiência resultou em cristais de ureia, um dos principais componentes da urina e que, por ser produzida por animais, era considerada uma substância orgânica. Wohler conseguiu assim mostrar que não existem diferenças entre substâncias sintéticas e naturais.

A teoria da “força vital” estava derrubada, o que abriu a porta para a síntese de outras substâncias orgânicas, como vitaminas e fertilizantes. Lembre-se disso na próxima vez que for ao banheiro.

Teoria da força vital:

No ano de 1807, o químico sueco Jöns Jakob Berzelius lançou a teoria da força vital, também conhecida como Vitalismo, que defendia a ideia de que apenas os seres vivos são capazes de produzir compostos orgânicos, ou seja, tais substâncias não poderiam, de nenhuma maneira, ser produzidas artificialmente. Segundo Berzelius, os compostos orgânicos eram produzidos a partir de uma “força vital” característica dos organismos vivos, o que impossibilitava a síntese dos mesmos.

A teoria da força vital foi logo aceita pelos químicos da época, uma vez que, nenhum composto orgânico havia sido obtido artificialmente até então. Sendo assim, a ideia de Berzelius perdurou por alguns anos, sem sofrer questionamentos (o que estabeleceu uma verdadeira barreira no desenvolvimento da Química Orgânica).

Mas essa história ganhou uma nova configuração no ano de 1828, quando o químico alemão Friedrich Wöhler, discípulo de Berzelius, conseguiu sintetizar em laboratório a ureia, um composto orgânico, a partir do aquecimento do cianato de amônio, um composto inorgânico, como na seguinte reação:

Uma breve história da bioquímica – Jornal Momento Químico
síntese da ureia através de uma substancia inorgânica.

Essa descoberta deu um “Chablau” na Química Orgânica e outros compostos foram obtidos como metanol, acetileno e ácido acético.

E a mudança da cor da urina significa o quê?

Saiba o que a cor da urina diz sobre a sua saúde - Ineb Brasília

fontes: Wikipédia; Brasil escola Uol ; Revista Superinteressante ; INEB

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