A TERRA ONDE VOCÊ PISA

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imagem: ABMS

OI GALERA!

FALAMOS QUE SOMOS REGIDOS POR UMA TRINDADE: ÁGUA, TERRA E AR.

JÁ FALAMOS SOBRE A ÁGUA E TEM O PODCAST SOBRE ISSO.

AGORA É A VEZ DA TERRA.


Ilustração mostra as camadas que compõe a estrutura do Planeta Terra. Ilustração: Vadim Sadovski / Shutterstock.com


Como sabemos que a terra é assim? Através de estudos com aparelhos chamados sismógrafos, as camadas da terra foram desvendadas e ainda há muito para se entender.

Nós vamos ficar na superfície da Terra, pois é onde habitamos, onde plantamos e criamos nossa vida.


Estrutura interna da Terra, apresentando suas camadas internas, a crosta, o manto e o núcleo, e suas subdivisões. Ilustração: Siberian Art / Shutterstock.com

A crosta terrestre é a camada que recobre o Planeta Terra. Trata-se de uma camada bastante fina, com espessura entre 5 km e 70km, quando comparada ao raio da Terra, 6.371 km. Apesar de fina, a crosta é subdivida em duas camadas compostas por diferentes materiais: crosta superior e crosta inferior.

A crosta superior é composta principalmente de silício e alumínio, por isso recebe o nome de Sial.

Trata-se da camada com a qual os seres humanos possuem maior contato por ser onde ocorrem boa parte das atividades biológicas e as formas de relevo. A crosta inferior, por sua vez, é composta principalmente de silício e magnésio, por isso é chamada de Sima. A crosta inferior é mais visível em regiões oceânicas onde a Sial é muito fina ou inexistente.

A sua superfície exterior está dividida em vários segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos.Essas placas, ao se movimentarem ,mudam a estrutura e o desenho das terras, podendo algumas serem submersas e outras se formarem. A ação dos vulcões também é fator determinante da variação geológica. Além dessas ações- que são da própria crosta terrestre, há outras como a ação dos ventos, das águas e do clima, que alteram profundamente as composições químicas e físicas das rochas, atuando na modelagem do relevo, ocasionando processos de erosão, sedimentação e muitos outros.

Por fim, é importante lembrar que a crosta terrestre não possui uma dinâmica independente. Sua estruturação e transformações estão diretamente ligadas às demais camadas que compõem a Terra, que são o manto e o núcleo. Saber a composição da crosta terrestre e os fatores que a modificam é de vital importância para nós, que moramos nela!

Agora vamos falar do solo , o lugar da crosta terrestre onde se desenvolvem as atividades humanas.

O solo é um sistema dinâmico, ou seja, está sempre em modificação.

Essas modificações ocorrem por conta do clima,a rocha que originou aquele solo, o relevo, a ação de organismos e o tempo.

Os solos são constituídos por uma fase sólida e outra porosa,que pode ser preenchida de água ou gases.A fase sólida do solo pode incluir tanto componentes orgânicos como inorgânicos. Os inorgânicos compreendem formas minerais,materiais cristalinos como óxidos e hidróxidos de ferro, alumínio e sílica, carbonatos, sulfatos e sulfetos enquanto que os orgânicos incluem a parte decomposta, substancia húmicas e polissacarídeos.

Todos os possíveis tipos de solo são originados a partir das modificações de rochas e sedimentos- leve em conta o clima ( chuvas e temperaturas) e a ação humana como mineração em todas as suas formas, que desestruturam a rocha principal criando novos modelos de solo.

A influência do que está acima do solo, como vegetação, também modifica a estrutura, pois temos a formação de vários tipos de plantas, animais, criando um sistema que modifica não só o solo, mas o seu redor. Assim como a floresta amazônica que apresenta uma imenso tapete verde composto de árvores e vegetação de todas as formas, só existe por conta do húmus- solo formado a partir da decomposição de toda matéria orgânica que fica no chão.

É esse o “alimento” da floresta, porque o solo, em si, é pobre em conservar a floresta como está.

Tanto que quando são feitas as queimadas para pastagens, nunca mais se recupera o viço que estava lá antes. Não adianta replantar as mesmas espécies, já que as condições são outras.E especies consideradas invasoras podem comprometer toda a estrutura da mata.

Lidar com a vegetação nativa requer conhecimento das espécies e do solo onde elas estão.

Isso é importante não só para o futuro desenvolvimento da agricultura, mas das pastagens, áreas de mananciais e locais de procriação de animais silvestres.

Quando um empreendimento de mineração- que vai impactar o solo e suas adjacências- todo um estudo precisa ser feito, para se conheça a relevância do material que será extraído em face do que já está estabelecido- os últimos desastres com Mariana e Brumadinho mostram a incapacidade de entender a reação do solo quando super saturado de rejeitos- que não deveriam estar lá.

Quando falamos em solo, não se trata somente das áreas verdes, mas as áreas construídas- as grande e pequenas cidades- tem abaixo dos prédios e casa, um solo a ser cuidado.

Saber onde se vai construir- o que se vai construir- como se vai construir- como isso afeta todo o entorno- são algumas das questões que precisam ser a pauta primeira no levantamento da suposta construção.

Caso a ser pensado- como usinas nucleares- Angra I e II – foram construídas em solo arenoso, que tem uma capacidade de deslocamento considerável, sabendo que as estruturas devem receber o menor grau possível de movimento, por se tratar de material radioativo instável e sujeito a alterações ?


O solo arenoso. Imagem: Agrishow Digital

Falando em solos, tem três tipos básicos que vamos conhecer:

SOLO ARENOSO

É o tipo de solo composto predominantemente por areia. Os componentes da areia possuem diâmetro que varia entre 0,05 mm a 4,8 mm.

O solo arenoso não possui grande índice de coesão, isto é, se movimenta facilmente e é altamente permeável. Para a construção, isso representa um grande desafio, já que onde há lençóis freáticos o solo arenoso pode permanecer firme enquanto em contato com a água, mas outras construções abaixam o lençol e movimentam o terreno.

O solo arenoso requer fundações profundas com estacas, geralmente de aço ou concreto armado, para evitar esse efeito e garantir a segurança da estrutura. Normalmente, as construções portuárias se utilizam dessas estacas preenchidas com betão para aumentar a resistência da fundação.

Quem já percebeu aqueles prédios inclinados na orla de Santos/SP sabe bem o que estamos falando. Quando da construção destes edifícios, não houve preocupação com as fundações, que foram feitas de forma superficial. Com isso, quando novas construções foram sendo erguidas, o lençol freático baixou o nível – o solo não aguentou a carga e afundou.

SOLOS ARGILOSOS

– o tipo de solo mais comum em todo o Brasil. Sua importância é tamanha que há milhares de anos já era usado como argamassa. No Brasil, historicamente ele foi utilizado para a construção das famosas edificações de taipa (de casas a igrejas). Além disso, sua importância econômica na construção se dá pela fabricação de tijolos, telhas, azulejos e pisos cerâmicos. O

SOLOS SILTOSOS

O silte é considerado um tipo “ruim” de solo. Ele é microscópico, assim como a argila, possui diâmetro de 0,005 mm. a 0,05 mm. Mas nem de longe possui o mesmo grau de coesão. Do mesmo modo, não há a plasticidade que o solo argiloso possui quando molhado.

Os piores tipos de estradas são as que estão em solo siltoso. Formam grandes atoleiros em épocas de chuva e muito pó no período seco. Outra característica do solo siltoso, aliás, é a grande possibilidade de ser vítima de erosão e desagregação natural. É um tipo de solo que demanda muito mais cuidados e manutenção

Então, entendeu a importância de saber onde pisa?

pesquisa:
https://revistaconstrua.com.br

Wikipédia

UOL

Engenharia Ambiental : Calijuri,Maria e Cunha, Davi Gaspari

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