ÁLCOOL E CÉREBRO NÃO COMBINAM!

0
126
https://www.tricurioso.com/2018/08/09

OI GALERA!
QUE TAL FALAR DE UM ASSUNTO MEGA BATIDO ? EXCESSO DE ÁLCOOL NO SEU CÉREBRO!

 

Mas atenção! Se seu caminho leva para uns copos a mais, agora tem motivos para pensar antes: leia o texto publicado na revista “Nature Neuroscience” e veja por que álcool e cérebro não são amigos! Olha acima os “tilts” das sinapses! É aí que você se enrola, ri feito bobo, baba, chora….
Imagem relacionada

 

Após algumas doses a mais, é inevitável que o álcool “suba à cabeça”, como se costuma dizer. Mas se os efeitos inebriantes dessa ingestão são muito conhecidos, o mesmo não ocorre com sua atuação na atividade cerebral. Um novo estudo, feito por cientistas do Instituto Salk de Ciências Biológicas e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, acaba de dar importante contribuição para entender melhor como o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. O trabalho foi publicado pela revista Nature Neuroscience.
Paul Slesinger, professor do Laboratório de Peptídeos do Instituto Salk, e colegas descobriram uma área específica para a ação do álcool localizada dentro de proteínas de canais iônicos. A compreensão de como o álcool atua no cérebro pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para problemas como alcoolismo, uso de drogas ou epilepsia, apontam os autores do estudo.
Sabe-se que o álcool altera a comunicação entre neurônios. “Há muito interesse em descobrir como o álcool atua no cérebro. Uma das diversas hipóteses é que o álcool funciona ao interagir diretamente com proteínas de canais iônicos, mas não havia estudos que identificassem o local dessa associação”, disse Slesinger.
A nova pesquisa demonstra que o álcool interage diretamente com um local específico localizado dentro de um canal iônico, que tem papel fundamental em diversas funções cerebrais associadas com eventos epiléticos e com o abuso de álcool e drogas.
Os canais, chamados de canais Girk, são abertos durante períodos de comunicação química entre neurônios e amortecem o sinal entre eles, criando o equivalente a um curto-circuito. Quando os Girks se abrem em resposta à ativação neurotransmissora, íons de potássio são liberados pelo neurônio, diminuindo a atividade neuronal. O estudo é o primeiro a identificar que o álcool estimula os canais Girk diretamente, e não por meio do resultado de outras alterações moleculares nas células.
“Achamos que o álcool sequestra o mecanismo de ativação intrínseca dos Girk e estabiliza a abertura dos canais. O álcool pode fazer isso por meio da lubrificação das engrenagens de ativação dos canais”, aponta Slesinger. “Se pudermos encontrar uma droga que se encaixe no ponto específico de atuação do álcool e ative os canais Girk, talvez possamos diminuir a excitabilidade neuronal no cérebro, o que resultaria em uma nova estratégia para o tratamento da epilepsia”, disse o pesquisador.( texto do Yahoo)
Em pequenas quantidades, o álcool promove desinibição, mas com o aumento desta concentração, o indivíduo passa a apresentar uma diminuição da resposta aos estímulos, fala pastosa, dificuldade à deambulação, entre outros. Em concentrações muito altas, ou seja, maiores do que 0.35 gramas/100 mililitros de álcool, o indivíduo pode ficar comatoso ou até mesmo morrer. A Associação Médica Americana considera como uma concentração alcoólica capaz de trazer prejuízos ao indivíduo 0.04 gramas de álcool/100 mililitros de sangue.
 
RELAÇÃO ENTRE O ÁLCOOL INGERIDO E SEUS EFEITOS CLÍNICOS:

Concentração de álcool no sangue (CAS) 
(g /100 ml de sangue)

Estágio

Sintomas clínicos

0.01 – 0.05

Subclínico

– Comportamento normal 

0.03 – 0.12

Euforia

– Euforia leve, sociabilidade, indivíduo torna-se mais falante
– Aumento da auto-confiança desinibição, diminuição da atenção, capacidade de julgamento e controle
Início do prejuízo sensório-motor 
– Diminuição da habilidade de desenvolver testes

0.09 – 0.25

Excitação

– Instabilidade e prejuízo do julgamento e da crítica
– Prejuízo da percepção, memória e compreensão
– Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa
– Diminuição da acuidade visual e visão periférica
– Incoordenação sensitivo-motora,  prejuízo do equilíbrio
– Sonolência 

0.18 – 0.30

Confusão

– Desorientação, confusão mental e adormecimento
– Estados emocionais exagerados
– Prejuízo da visão e da percepção da cor, forma, mobilidade e dimensões
– Aumento da sensação de dor 
– Incoordenação motora 
– Piora da incoordenação motora, fala arrastada 
– Apatia e letargia 

0.25 – 0.40

Estupor

– Inércia generalizada 
– Prejuízo das funções motoras 
– Diminuição importante da resposta aos estímulos I
– Importante incoordenação motora
– Incapacidade de deambular ou coordenar os movimentos
– Vômitos e incontinência
prejuízo da consciência, sonolência ou estupor 

0.35 – 0.50

Coma

– Inconsciência
– Reflexos diminuídos ou abolidos
– Temperatura corporal abaixo do normal
– Incontinência
– Prejuízo da respiração e circulação sanguínea
– Possibilidade de morte

0.45 +

Morte

– Morte por bloqueio respiratório central 

Adaptado de Dubowski, K.M, 1985 (2)

fonte de pesquisa:
http://www.cisa.org.br/artigo/229/alcool-sistema-nervoso-central.php

artigo revisado e ampliado em 26/08/2019

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here