AS MEDALHAS DE TÓQUIO

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OI, GALERA!

O assunto de hoje são as medalhas olímpicas de Tóquio 20/21

O mundo tem assistido a uma mudança climática sem precedentes. Tempestades, furacões, temperaturas muito altas e muito baixas, marés, avanço do mar pelo aumento do volume de água e outros tantos dados que estão relacionados à devastação e à forma como o ser humano tem tratado o planeta Terra.

Para começar a conscientizar a maior parcela da população, que não está conseguindo visualizar essas ocorrências, as Olimpíadas de Tóquio, que já ficarão para a história por conta da pandemia que roda O MUNDO, tentou trazer um pouco de reflexão quanto ao destino do lixo eletrônico, um dos maiores do planeta, uma vez que o descarte dos aparelhos eletrônicos em geral é absurdamente grande, devido ao alto desenvolvimento tecnológico que vive o país.

Como manda a tradição, elas serão produzidas em bronze, prata e ouro, mas um detalhe as diferencia das medalhas normais: todas serão feitas inteiramente de materiais reciclados.

Entre abril de 2017 e março de 2019, o Japão recolheu 79 mil toneladas de aparelhos eletrônicos usados — como notebooks, câmeras digitais e videogames —, além de 6,21 milhões de celulares. Todos os aparelhos foram doados pela população e guardados nas prefeituras.

Para facilitar as doações, o comitê olímpico instalou caixas de coleta nas ruas de 1621 cidades, o que corresponde a 93% do país. Algumas lojas de eletrônicos também estavam aceitando celulares usados.

Depois de recolhidos, os eletrônicos passaram por um processo de classificação e desmonte para que os materiais desejados fossem extraídos. No total, o projeto arrecadou 32 quilos de ouro, 3500 quilos de prata e 2200 quilos de cobre e estanho ( que formam o bronze) mais do que suficiente para as 5000 medalhas necessárias.

As medalhas de ouro são feitas em prata e recebem uma camada fina de ouro.

As medalhas pesam praticamente meio quilo, mas a composição de cada uma varia:

  • as de ouro são feitas com 550 gramas de prata reciclada coberta por 6 gramas de ouro, também reciclado;
  • as de prata são produzidas 550 gramas do próprio material;
  • as de bronze possuem 450 gramas de bronze vermelho.

Para que esse projeto fosse possível, a coleta dos materiais teve que ser mecânica, ou seja, os aparelhos foram “despedaçados” manualmente.

Medalhas das Olimpíadas de Tóquio foram feitas com partes de celulares e  computadores reciclados | Tecnologia | G1
imagem: Portal G1

Depois os itens forma triturados e o pó resultante sofre processo de separação por decantação e outros mais complexos para a retirada dos metais que compõe o aparelho eletrônico.

Lembre que esses parelhos possuem pequenas quantidades de metais, uma vez que são conexões diminutas e a tendência é diminuir ainda mais, para utilizar a menor quantidade possível de metais dentro dos aparelhos eletrônicos.

As medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2020 foram produzidas pelo designer Junichi Kawanish, vencedor de um concurso com 400 participantes. As insígnias têm 8,5 cm de diâmetro e uma composição variada. A medalha de ouro, mais cobiçada pelos atletas, pesa 556g e é feita de prata reciclada, coberta com apenas 6g de ouro.Já a medalha de prata, dada ao segundo colocado no final de cada competição, pesa 550g e é produzida com prata pura. A medalha de bronze, que fica com o terceiro colocado, tem 450g e é composta por latão vermelho (5% de zinco e 95% de cobre).

medalhas olímpicas dos jogos de Tóquio 20 ( imagem Diário do Nordeste)

Os pódios, em que os atletas vencedores receberão as medalhas, foram confeccionados com plástico reciclado, doado pela população e também, retirado dos oceanos. Após as Olimpíadas, a ideia é que sejam utilizados como material educativo ou reciclados novamente por uma das patrocinadoras do evento, a multinacional Procter & Gamble.

Um dos destaques do desafio verde dos japoneses foram as camas dos atletas. Elas foram feitas com papelão. Isso mesmo, papelão! E são super resistentes. Aguentam até 200 kg. E serão recicladas após o término das competições.

tocha olímpica também é fruto de reciclagem. Foi produzida a partir de resíduos de alumínio de casas temporárias construídas após o terremoto e o tsunami de 2011. Ah, e os uniformes dos voluntários e pessoal envolvidos no evento foram feitos de poliéster originário de garrafas recicladas.

Camas de papelão, medalhas, tocha e pódios de lixo reciclado e veículos elétricos: os destaques verdes das Olimpíadas de Tóquio

A tocha é de alumínio reciclado

Toda a eletricidade dos locais onde serão realizadas as provas e também, na Vila Olímpica, será proveniente de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, solar e biomassa. Já o transporte de equipamentos pesados ficará a cargo de veículos com emissão zero de carbono, incluindo autônomos a bateria e empilhadeiras movidas a hidrogênio. Enquanto isso, os atletas utilizarão ônibus elétricos para ir da vila até os lugares das provas. (https://conexaoplaneta.com.br/ )

E as próximas Olimpíadas, em Paris 2024, prometem revolucionar a forma de planejamento dos jogos. As arenas serão removíveis, e os locais de competições serão históricos, com todo o entorno feito de maneira a ser montado e desmontado rapidamente.

Dessa forma não se criarão novos estádios ou locais específicos.

A Vila Olímpica está sendo construída em dos lugares mais pobres de Paris e com uma alta taxa de imigrantes.

Com desenho do arquiteto e urbanista francês Dominique Perrault, o plano diretor prevê a construção de 2400 unidades espalhadas em uma área de 119000 m² em Seine-Saint-Denis, em um espaço com vista para o rio Sena.

A Place de la Concorde, localizada no fim da Avenida Champs-Élysées, por exemplo, vai receber as provas de basquete 3×3, skate e BMX, além do breakdance, a nova modalidade que será incluída no programa olímpico em Paris. Já o Palácio de Versalhes será palco das competições de hipismo.

A função do aporte dessas decisões é tornar as próximas Olimpíadas, um modelo de sustentabilidade, redução de poluentes e lixo.

Agora é aguardar três anos e ver se essas promessas serão cumpridas!

Paris 2024

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