BALAS E MUNIÇÃO

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ALÔ PESSOAL…
Hoje uma grande tragédia abalou o país: a morte de crianças e adolescentes em uma escola no Rio de Janeiro. Duas armas de fogo e uma grande quantidade de balas.
O que me leva a pensar: como são feitas essas balas e por que o poder delas é tão grande?
A arma, em si, não adianta sem a munição: é ela que faz o estrago todo.
Ao lado como é o design de uma bala
Como isso funciona? A bala tem 4 partes:
O estopim ou espoleta, a cápsula ou estojo, a pólvora ou propelente, e o projétil. A função da espoleta é dar a ignição para a queima do propelente. Ela é a responsável por quando receber um forte impacto (vindo do percursor da arma) gerar faísca e iniciar a queima do propelente. A cápsula tem a função de isolar o propelente do meio, impedindo a entrada ou saída de ar ou qualquer outra substancia. A função do projétil é manter lacrada a cápsula até o momento do disparo e ser impulsionado até o alvo. E o propelente, que é o real responsável pelo disparo, diferente do que é conhecido popularmente, o propelente não explode, então, o projétil não é arremessado devido a explosão. O que ocorre é a queima gradual do propelente, gerando gás em alta temperatura. Este gás aumenta a pressão interna dentro da cápsula, até o ponto em que o projétil não consegue mais manter a cápsula fechada. Neste momento o projétil é empurrado gradualmente para frente pelos gases em alta temperatura, que continuam agindo e aumentando a energia do projétil até que este saia do cano da arma.(http://armasdefogo.amatilha.com.br)
Outra informação:
O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada à frente quando da detonação da espoleta e consequente queima do propelente. É a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo. Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar, produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente para expelir o projétil. Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está contido dentro da espoleta .
Propelente
Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de arremessar o projétil a frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é produzida pelos gases resultantes da queima do propelente, que possuem volume muito maior que o sólido original. O rápido aumento de volume de matéria no interior do estojo gera grande pressão para impulsionar o projétil. A queima do propelente no interior do estojo, apesar de mais lenta que a velocidade dos explosivos, gera pressão suficiente para causar danos na arma, mas isso não ocorre porque o projétil se destaca e avança pelo cano, consumindo grande parte da energia produzida. Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é a pólvora química ou pólvora sem fumaça. Desenvolvida no final do século passado, substituiu com grande eficiência a pólvora negra, que hoje é usada apenas em velhas armas de caça e réplicas para tiro esportivo. A pólvora química produz pouca fumaça e muito menos resíduos que a pólvora negra, além de ser capaz de gerar muito mais pressão, com pequenas quantidades. Dois tipos de pólvoras sem fumaça são utilizadas actualmente em armas de defesa: Pólvora de base simples: fabricada a base de nitrocelulose, gera menos calor durante a queima, aumentando a durabilidade da arma: Pólvora de base dupla: fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina, tem maior conteúdo energético. O uso de ambos tipos de pólvora é muito difundido e a munição de um mesmo calibre pode ser fabricada com um ou outro tipo.( wikipédia)
A bala entra no corpo a uma velocidade de 250m/s.
O estrago: Essas armas destroem uma grande quantidade de tecidos, aumentando o risco de hemorragia e de lesão de um maior número de órgãos e diminuindo as possibilidades de sucesso da cirurgia.
Pergunta que não quer calar: Por quê?

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