BÓSON DE HIGGS E O AZUL

0
179

ALÔ PESSOAL!!!!
Bom dia das crianças a todos!
E não é que o Sheldon Cooper tinha razão?
Higgs ganhou o premio Nobel da Física pela descoberta da partícula de Deus, o bóson.
Leia o texto abaixo e veja onde nasce a especulação….
 

A ciência do azul


Ao tomar conhecimento de que ganhara metade do Prêmio Nobel em Física
deste ano, o britânico Peter Higgs saiu em defesa do conhecimento puro:
“Espero que esse reconhecimento da ciência fundamental ajude a chamar a
atenção para o valor da pesquisa básica”.


Higgs, cujo nome batiza a última partícula fundamental da matéria
prevista no Modelo Padrão a ser detectada, em julho de 2012, empregou na
realidade a expressão inglesa “blue-sky research” (pesquisa de céu
azul). Vale dizer, a investigação científica que volta os olhos para o
que não tem aplicação imediata –como o azul do céu.


O chamado bóson de Higgs atravessou quase meio século como simples
construção teórica. Higgs e o belga François Englert foram os primeiros a
descrever essa partícula que confere massa à matéria, em 1964, mas só
48 anos depois ela teve sua existência confirmada pela Cern (Organização
Europeia de Pesquisa Nuclear).


O mundo palpável não se alterou com essa descoberta, seja em 1964, seja
em 2012. Só a compreensão humana da composição da matéria se enriqueceu,
nada mais.


Embora a corroboração do Modelo Padrão contribua para o entendimento e a
experimentação em toda sorte de domínio físico, o bóson de Higgs fica
muito distante de outras descobertas agraciadas com o Nobel. Por
exemplo, a da magnetorresistência gigante, crucial para o funcionamento
de discos rígidos de computadores.


Em grau um pouco menor, o Nobel em Fisiologia ou Medicina deste ano,
conferido a James Rothman, Randy Schekman e Thomas Südhof, reitera a
valorização da ciência movida mais pela curiosidade do que por
aplicações. O trio desvendou mecanismos fundamentais de transporte de
substâncias dentro de células e para fora delas, no interior de
vesículas.


Esse sistema celular está presente em todo o mundo vivo. Por certo sua
explicação contribui para um conhecimento mais profundo de doenças, como
diabetes, e fornece pistas para o desenvolvimento de novos fármacos.
Mesmo que assim não fosse, só um excesso patológico de pragmatismo
impediria alguém de reconhecer o valor puramente cognitivo de elucidar
componente tão básico da vida.


A pesquisa dirigida por objetivos tecnológicos é importante e
necessária, mas nunca é demais lembrar que a ciência humana não teria
chegado aonde chegou sem que alguém levantasse os olhos para o céu e se
perguntasse por que raios ele é azul. 

fonte: uol- ciência  
Mas o que é o bóson de Higgs?

A descoberta da partícula foi anunciada por físicos do LHC, o acelerador
de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern). O bóson
de Higgs é uma manifestação de um campo de energia que permeia o
Universo, o campo de Higgs, que pode explicar como as partículas têm
massa. Isso significa que afirmar a sua existência explica como cada
partícula adquiriu matéria após a grande explosão que originou o
Universo, há 14 bilhões de anos.

Portanto, a partícula recém-descoberta, mas já teorizada antes,
explica as origens do Universo. A novidade é que, agora, o bóson de
Higgs também pode ser o novo profeta do fim do mundo. Pesquisadores da
Universidade Estadual de Ohio e do Acelerador Fermi, nos Estados Unidos,
alertaram que a massa do bóson de Higgs é um ingrediente chave em um
cálculo que prenuncia o futuro do espaço e do tempo.


Ainda são necessários mais dados para confirmar a identidade da
partícula. Mas muitos cientistas já fizeram suas apostas e começaram a
fazer cálculos que antes não eram possíveis sem saber as propriedades do
bóson de Higgs. Durante a reunião anual da Associação Americana para o
Avanço da Ciência, o físico teórico Joseph Lykken afirmou que os
cálculos da nova pesquisa apontam que haverá uma grande catástrofe
causada pela partícula daqui a dezenas de bilhões de anos.


Tudo isso por causa de sua massa. A nova partícula deve ter 126 GeV
(gigaelétron-volt, medida padrão para a massa de partículas
subatômicas). Isso significa que a massa da partícula encontrada tem,
aproximadamente, 126 vezes a massa de um próton.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here