MERCÚRIO- VENENO METÁLICO

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Resultado de imagem para mercurio misturado com ouro

OI GALERA!!
No  Estado de São Paulo, saiu uma reportagem sobre a utilização do mercúrio, em garimpos na Amazônia.
Vou citar partes do texto, que é de Ennio Candotti, e colocar minhas considerações.
Olhando a foto acima você vê uns pedaços prateados.Na verdade é uma mistura de ouro com mercúrio, e esse é o problema.
” O mercúrio metálico Hg +2 e particularmente o metilado  Hg ( CH3) + , é uma substancia tóxica para o organismo humano e animal. Por uma afinidade com o ouro, o mercúrio é usado para separá-lo do cascalho. Adicionado à areia, ele forma com o ouro, e só com ele, um amálgama.Ou seja, tem uma mistura de areia, ouro e mercúrio, que é lavada, a areia descartada e a mistura de ouro e mercúrio será aquecida.

Ao ser aquecido a altas temperaturas, esse amálgama se separa em gás mercúrio e ouro líquido, que rapidamente se solidifica no recipiente da operação.

A refinação do ouro

Muitas vezes o ouro é revendido várias vezes pelo pequeno ao grande comerciante. De cada vez é aquecido a mais de 500°C. Deste modo o mercúrio evapora e o ouro ganha em pureza. Finalmente é aquecido com ácido nítrico que elimina o resto das impurezas.

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https://www.dw.com/pt Aquecimento da mistura de ouro e mercúrio para separação.

Assim, o mercúrio entra no meio ambiente na forma gasosa, liberada para atmosfera, e na  forma líquida, no descarte da areia contaminada.
A quantidade de mercúrio metilado descartado no ambiente vai entrar na cadeia alimentar dos peixes.

Convém notar que na Amazônia o nível natural de mercúrio em muitos rios é mais elevado que o permitido chegando a 70 ppm no Rio Negro , onde o máximo permitido pela OMS é de 50 ppm.A maior taxa de periculosidade ocorre em populações que se alimentam de peixes. O mercúrio se acumula no organismo e sua eliminação se dá de forma muito lenta.Assim, ao ingerir peixe contaminado diariamente, as taxas de mercúrio ,no corpo ,crescem muito.

Peixes contaminados por mercúrio
https://www.ecycle.com.br peixes contaminados com mercúrio são vendidos para a população.

Estudos realizados no Rio Tapajós revelam distúrbios neurológicos e mutagênicos recorrentes nas populações ribeirinhas.”

Exposição a toxinas

Alguns médicos associam a anencefalia com a exposição a certas substâncias tóxicas, como cromo, chumbo, mercúrio e níquel.

O QUE OCORRE NO ORGANISMO HUMANO?

Metilmercúrio

Normalmente, a exposição humana ao metilmercúrio é alimentar e se dá através da ingestão de pescados contaminados. Esse composto é absorvido pelo trato gastrointestinal e é rapidamente distribuído aos órgãos pela corrente sanguínea. Essa substância é capaz de ultrapassar as barreiras hematoencefálica e placentária.

Assim, o metilmercúrio produz efeitos deletérios nos rins, no fígado e no sistema nervoso central. Seus sinais e sintomas mais comuns são a redução da visão periférica, a perda de coordenação motora, as dificuldades na fala e audição, as perturbações sensoriais; e a fraqueza muscular. Em casos mais graves, pode provocar sequelas irreversíveis e morte.

Quando ultrapassa a barreira placentária pode gerar malformações fetais e doenças congênitas. Não raro os fetos e crianças expostas a grandes quantidades de metilmercúrio apresentam comprometimento em seu desenvolvimento neurológico, com problemas na cognição, atenção, memória, visão espacial e coordenação motora.

Em determinadas situações, os pacientes podem desenvolver a Doença de Minamata, uma síndrome neurológica caracterizada pela dormência nos membros, fraquezas musculares, deficiências visuais, dificuldades de fala, paralisia, deformidades e morte.
A eliminação do metilmercúrio do organismo é lenta, durando vários meses, e ocorre principalmente através das fezes.

O QUE OCORRE COM QUEM TRABALHA COM  MERCÚRIO?

Normalmente, a exposição ao mercúrio metálico e inorgânico ocorre de forma ocupacional.  A exposição crônica e sucessiva dos trabalhadores ao mercúrio pode levar ao quadro de Mercurialismo, marcado por diversas manifestações neuropsiquiátricas como psicose, alucinações, tendências suicidas e alterações cognitivas.

A principal via de exposição ao mercúrio metálico se dá pela inalação de seus vapores. Após ser absorvida pelos pulmões, essa substância é distribuída para o sistema nervoso central e para os rins. O mercúrio metálico pode permanecer no organismo por várias semanas e sua eliminação se dá através da urina, das fezes e, em menor proporção, pela expiração. Ressalta-se que essa forma de mercúrio não é absorvida significativamente pelo trato gastrointestinal de indivíduos sadios.

Os efeitos tóxicos agudos decorrentes da inalação de vapores de mercúrio metálico compreendem aumento da frequência respiratória, fadiga, garganta dolorida, sabor metálico na boca, tosse, tremores, dores de cabeça e alterações comportamentais. Nas exposições mais severas pode ocorrer falência renal, falência respiratória e morte. Observaram-se, ainda, reações alérgicas e exantemas após o contato do mercúrio metálico com a pele de indivíduos com hipersensibilidade.

Ao contrário do mercúrio metálico, a principal forma de exposição aos sais de mercúrio se dá pela ingestão. No entanto, somente uma fração do mercúrio inorgânico ingerido será absorvida pelo trato gastrointestinal. Após penetrar o organismo, os sais de mercúrio são distribuídos pela corrente sanguínea a diversos órgãos, acumulando-se, sobretudo, nos rins. Os sais de mercúrio não atravessam facilmente as barreiras hematoencefálica ou placentária e são eliminados pelas fezes e urina.

A ingestão desses sais pode provocar úlceras gastrointestinais e necrose tubular renal aguda. Entre os sinais e sintomas mais comuns estão náuseas, diarreias, e úlceras, além de efeitos cardíacos e hipertensão arterial em crianças.

http://portalms.saude.gov.br

Dessa forma, é necessário que a fiscalização do uso do mercúrio no garimpo, e fora dele, seja mais eficiente, pois no momento é precária, ou inexistente.
A grande maioria  que trabalha com esse elemento químico não tem a menor noção do perigo e da toxicidade, sendo que existem leis nacionais e internacionais que disciplinam seu uso.
fonte: O Estado de São Paulo
imagens: nas legendas

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