DOIS ANOS DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM EM MARIANA- IMPACTO AMBIENTAL

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antes e depois do rompimento da barragem em Mariana Barragem de Fundão, que destruiu a Bacia do Rio Doce e matou 19 pessoas. https://organicsnewsbrasil.com.br/meio-ambiente/barragem-mg/presidente-da-vale-afirma-que-mariana-ficara-melhor-do-que-estava-antes-da-tragedia/

ALÔ PESSOAL!
Esse assunto é do interesse de todos, inclusive de quem elaborou o ENEM.
É um tema complexo, muito importante , pois as consequências desse desastre vão durar muitos anos.
Veja abaixo:
Texto do G1- Minas Gerais

Dois anos depois do rompimento da barragem de Fundão, na região de Mariana (MG), biólogos, geólogos e oceanógrafos que pesquisam a bacia do rio Doce afirmam que o impacto ambiental do desastre, considerado o maior do país, ainda não é totalmente conhecido.

Em 5 de novembro de 2015, 34 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro jorraram do complexo de mineração operado pela Samarco e percorreram 55 km do rio Gualaxo do Norte e outros 22 km do rio do Carmo até desaguarem no rio Doce. No total, a lama percorreu 663 km até encontrar o mar, no município de Regência (ES).
Ainda não é possível mensurar completamente a dimensão do impacto na natureza porque boa parte da lama continua nas margens e na calha do rio, dizem especialistas consultados pela BBC Brasil. E, ainda, parte dos rejeitos que chegou ao oceano continua sendo carregado pelas correntes marinhas.
Também não há ainda análises definitivas do monitoramento que vem sendo feito dos peixes e animais que voltaram a aparecer nos últimos dois anos. Não há dados seguros, por exemplo, que apontem se eles estão contaminados ou se são apropriados para consumo.
O plano de manejo do rejeito de minério de ferro elaborado pela Fundação Renova, que hoje responde pelas ações de reparação da mineradora Samarco e de suas controladoras, Vale e BHP Billiton, foi aprovado apenas em junho deste ano pelo Comitê Interfederativo (CIF). Presidido pelo Ibama, o CIF orienta e valida as decisões da fundação.
O projeto dividiu a área afetada em 17 trechos, que terão soluções diferentes, estudadas caso a caso. Em algumas regiões o rejeito será de fato removido, em outros, serão feitas intervenções corretivas e ele ficará onde está.
Nas áreas agricultáveis dos primeiros 60 km do percurso, por exemplo, a lama será aterrada e coberta por uma camada de areia, onde os produtores poderão voltar a cultivar.
“Essa é a parte mais otimista da coisa”, diz o professor do departamento de engenharia agrônoma da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Carlos Schaefer, cuja pesquisa se concentra nas estratégias para recuperação ambiental do solo dessa região.
Ele estima que em aproximadamente cinco anos as áreas ribeirinhas do primeiro trecho atingido estarão restabelecidas.
Os pesquisadores concordam que é inviável retirar todo o rejeito que se espalhou ao longo da bacia, mas quanto mais tempo as ações demorarem, maior o risco de contaminação pela lama que está nas margens , especialmente em períodos de  chuva.
Para evitar que isso acontecesse, a recuperação da mata ciliar- vegetação que recobre as margens do rio e evita que a chuva leve os sedimentos para o leito- deveria ser priorizada

A restauração florestal prevista pela Renova, de acordo com o Ibama, ainda não começou. Por ora, o que estão sendo feitas são ações emergenciais para tentar evitar que a lama desça para o rio, com a plantação de gramíneas e leguminosas que teriam a função de manter a terra mais firme.

A equipe também monitora em expedições periódicas a fauna do alto do rio Doce, mais próxima do local do desastre. A tragédia dizimou todas as 26 espécies de peixes que habitavam aquele trecho, diz Ferreira. “Praticamente todos os peixes morreram durante a avalanche”.
Mais de um ano depois, em janeiro de 2017, apenas o lambari estava de volta. Passados alguns meses, o número de espécies subiu para quatro, provavelmente trazidas pelos afluentes.
Embora o  rejeito em si não tivesse uma concentração elevada de metais pesados, a avalanche de lama pode ter levantado muito material contaminado que estava depositado no fundo do rio, fruto de séculos de exploração da mineração na região, local do primeiro garimpo de ouro no Brasil. Essa é uma das hipóteses levantadas para explicar a contaminação por arsênio, chumbo e cádmio de camarões e peixes na foz do rio Doce.
Estimativa do IBAMA para o rio voltar ao su “normal” = 10 anos.

 

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