O FIM DA BIODIVERSIDADE

0
36
abelhas- agentes polinizadores essenciais
Resultado de imagem para CADEIA BIOLOGICA TERRESTRE COM ABELHAS
cadeia alimentar que mostra a importância das abelhas.

O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que os humanos podem extinguir até um milhão de espécies foi apresentado em Paris. Os cientistas alertam que só uma transformação profunda dos sistemas econômico e financeiro globais poderão salvar do colapso ecossistemas essenciais à sobrevivência humana.

A redação do relatório contou com o apoio de 130 países, entre eles os Estados Unidos, Rússia e China.

No documento divulgado hoje lê-se que o mundo tem que encontrar um caminho pós-crescimento económico, para evitar os riscos à existência humana criados pela poluição, destruição de habitats e emissão de dióxido de carbono.

Vamos pensar: quando o número de agentes polinizadores- como as abelhas, pássaros, diminuem, as espécies de plantas e flores sofrem com essa falta de “pólen” para prosseguir no seu crescimento e expansão. Logo ao lado, os animais que vivem dessas plantas, também tem sua população diminuída, ou irá atacar outras espécies de plantas/e ou animais… essa sequencia lógica da cadeia alimentar mostra que a diminuição, ou mesmo a dizimação de uma espécie, pode ser fatal para todos os outros componentes dessa cadeia e influencia as outras, pois todas estão entrelaçadas. Nós, os humanos, culpados pela poluição que assola o planeta e destrói espécimes, se não planear ações rápidas e eficazes, terminaremos com muito menos do que nossos ancestrais começaram.

Os autores identificaram as explorações agrícolas industriais e a pesca intensiva como as causas mais importantes da extinção de espécies, acompanhadas pelas alterações climáticas provocadas pela queima de carvão, petróleo e gás. Recentemente, a taxa de desaparecimento de espécies cresceu centenas de vezes mais do que a média registada ao longo dos últimos dez milhões de anos.

No fim do ano, o relatório também será debatido em uma convenção sobre biodiversidade na China. Entre as espécies ameaçadas de extinção, encontram-se mais de 40% dos anfíbios, 33% dos recifes de coral, e mais de um terço dos mamíferos marinhos. Estima-se que 10% das espécies de insetos também se extingam.

No documento é apresentado que biomassa de mamíferos selvagens caiu 82%, os ecossistemas naturais perderam cerca da metade da sua área e um milhão de espécies estão em risco de extinção – tudo isto acontece como resultado de ações humanas, disse o estudo, compilado há mais de três anos por cerca de 450 cientistas e diplomatas.

Duas em cada cinco espécies de anfíbios estão em risco de extinção, assim como um terço dos corais formadores de recifes, enquanto outros animais marinhos diminuem cerca de um terço.

Os insetos – que são cruciais para a polinização das plantas – são cada vez menos e as estimativas sugerem que pelo menos um em cada 10 está em risco de extinção e, em algumas regiões,algumas espécies já desapareceram completamente.

O relatório mostra uma imagem de um planeta cujo a pegada humana é tão grande que deixa pouca margem de manobra. Contudo, os cientistas dizem que não é tarde demais. Três quartos de todas as terras foram transformadas em campos agrícolas, cobertos por cimento, engolidos por reservatórios de barragens ou sofreram outro tipo de alterações.

Em termos econômicos, as perdas são impressionantes. A perda de polinizadores prejudicou a produção agrícola a nível mundial em 392 mil milhões de euros, enquanto que a degradação da terra reduziu a produtividade em 23% da terra global.

Dois terços do ambiente marinho também foram alterados por rotas marítimas, minas submarinas e outros projetos. Três quartos dos rios e lagos são usados ​​para o cultivo agrícola ou pecuário. Como resultado, mais de 500 mil espécies têm habitats insuficientes para a sobrevivência a longo prazo. Muitas irão desaparecer dentro de poucas décadas.

Onda de lixo em java- Indonésia – http://somosverdes.com.br

Os próximos 18 meses serão cruciais. Pela primeira vez, a questão da perda de biodiversidade está na agenda do G8. No próximo ano, a China vai receber a ONU, em conferência, para definir novas metas globais para a biodiversidade.

fonte:
https://greensavers.sapo.pt/e-urgente-agir-perda-catastrofica-de-biodiversidade-ameaca-humanidade-alerta-onu/

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here