NOVAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DA ÁGUA

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OLÁ PESSOAL!!!!!
Bom, hoje é dia de jogo, mas vale pensar que os reservatórios estão vazios e haverá sim racionamento de água.
É só a Copa acabar….
Mas, para saber se a água é potável ou não, existem testes que são realizados, mas demorados.
Testes realizados hoje:
Relatório de Análise Bacteriológica da Água
Leia o texto abaixo sobre novas técnicas:
No estuário de Kiel, no norte da Alemanha, Ulrich e Erik recolhem as
amostras de água do mar Báltico. Ambos trabalham num projeto europeu de
investigação cujo objetivo é desenvolver testes universais para a água
doce.

O controle da qualidade da água é uma questão de saúde
pública e não apenas para os humanos. É o que explica Ulrich
Breitenbach, biólogo marinho: “No verão, sobretudo nos lagos pode
verificar-se um aumento da poluição. Surgem, por exemplo, cianobactérias
que produzem diferentes toxinas. Por isso, é possível que os animais
que vão beber ao lago tenham problemas de saúde.”

Depois de medir parâmetros como o vento, a temperatura e a
salinidade, Ulrich regressa ao laboratório com 50 litros de água. Graças
a um sistema inovador de filtros, reduz os 50 litros para um litro. As
amostras são, depois, enviadas para os diferentes parceiros do projeto
para análise.

“O projeto nasceu da necessidade de responder às questões urgentes
ligadas à água. Cada ano, há mais de 150 mil mortes derivadas a doenças
ligadas, direta ou indiretamente, aos patogéneos ou toxinas que
contaminam a água”, descreve Orlando Gualerzi, coordenador do projeto.

A equipa desenvolveu um chip universal de “microarrays” para detetar
micróbios que incluem bactérias, vírus e cianobactérias. O chip tem o
tamanho de um selo e é feito em Berlim com uma máquina que funciona como
uma impressora.

“Uma etapa-chave na preparação dos “microarrays” é imprimi-los. Aqui
podemos imprimir centenas de pontos pequenos com menos de um milímetro
de diâmetro”, explica o investigador Wilfried Weigel.

Os “microarrays” detetam micro-organismos ao reconhecer as sequências ARN e ADN. Ao usar bioindicadores, o biochip avalia a qualidade da água, muito mais rapidamente do que outros métodos.

“A grande vantagem deste método é conseguir uma resposta imediata.
Podemos detetar num dia a presença de perto de 150 espécies diferentes.
Em pouco tempo, temos uma resposta”, continua Wilfried Weigel.

Como são detetadas e analisadas as toxinas? Em Lugo, na Espanha, os
investigadores elaboraram um método chamado Luminex, baseado em
anticorpos para as detetar.

Amparo Alfonso Rancaño, investigador na Universidade de Santiago de
Compostela, explica: “Estamos a fazer um mapa de águas provenientes de
diversos pontos com o qual estudamos a presença de toxinas em diferentes
países da Europa.
Isto não significa que a água esteja contaminada para o consumidor.
Estamos a falar de lagos, ou seja, água antes de ser processada para o
consumo humano.”

Conhecer as toxinas permite saber em que altura do ano se deve ser
mais prudente. Mas, de uma forma geral, as águas europeias não são
perigosas.

Para conhecer melhor o projeto, consulte www.microaqua.eu.

http://amanatureza.com/projeto/wp-content/uploads/2007/04/natureza_rio.jpg
foto:amantureza.com.br

( Euronews)

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