PRAIAS CONTAMINADAS PELO PICHE VENEZUELANO

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OI GALERA!

VERDADEIRO DESASTRE ECOLÓGICO, SEM PRECEDENTES!

VEJA O MAPA DA SITUAÇÃO E VAMOS DISCUTIR ESSE CASO:

foto: Ibama e Marinha Brasileira

Quantas toneladas já foram recolhidas?

Segundo Mateus Maia do Poder 360 :

A marinha do Brasil anunciou neste domingo (20.out.2019) que já coletou 525 toneladas de resíduos de óleo nas praias do litoral Brasileiro.

foto: youtube.com

Desde o início de setembro as manchas já apareceram em 194 praias do Nordeste, atingiram 28 municípios em todos os 9 Estados da região.

Segundo o órgão, esta é a 1ª vez que ocorre um acidente assim no país. Cerca 2.250 km da costa brasileira já foram atingidos em algum momento.

O óleo que tem contaminado as áreas é “cru”. De acordo com a Marinha, este tipo de sustância não é produzido ou processado no Brasil.

O INÍCIO DE TUDO

 A notícia das primeiras manchas de óleo datam do dia 2 de setembro, no litoral de Pernambuco, e tratavam o caso como algo curioso.

Ao longo dos 36 dias desde então, o número de localidades afetadas chegou a 132 praias, distribuídas em 61 municípios dos 9 Estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia). A situação mais crítica é de Sergipe, que decretou situação de emergência no último fim de semana. ( veja mapa acima)

Análises de coletas feitas pela Petrobrás a pedido do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) revelaram que a substância é petróleo cru – e não um derivado, como gasolina e outros – e não possui origem brasileira. Em nota, a Petrobrás afirma que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela empresa.

Até o dia 26 de setembro, 21 locais já tinham sido contaminados. Cinco dias depois, no dia 1º de outubro, mais 41 lugares apresentaram pontos de contaminação com o material, totalizando 62 lugares. Do dia 2 de outubro até hoje, o número de praias mais que dobrou, chegando às 132 localidades afetadas.

Do dia 2 de setembro até agora, foram registradas 132 praias com manchas – pequenas e esparsas ou significativas e espessas – totalizando 61 municípios em 9 estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia). Entre as praias atingidas estão alguns dos destinos turísticos mais famosos do Nordeste, como Pipa e Natal (RN), Carneiros, Porto de Galinhas e Boa Viagem (PE), e João Pessoa (PB).

AÇÃO DA PETROBRÁS :

A Petrobrás mantém um centro de pesquisas localizado na Ilha do Fundão , no Rio.

Nesse centro foram levadas as  amostras recolhidas e a análise detectou que esse óleo – que seria um blend de três diferentes poços na Venezuela- tem configuração única quando comparado com as amostras que a Petrobrás mantém no centro de pesquisa.

Segundo O Estado de São Paulo , a borra tem origem em três campos específicos e isso é determinado através do tipo de solo,  composição – através da quantidade de carbonos que formam o núcleo da cadeia principal desse produto , sua sedimentação e estabilidade

.Lembre que para a formação de petróleo hã uma decomposição de matéria orgânica- diferentes tipos para diferentes regiões- ao longo de milhares de anos, sofrendo pressões do solo, as diferentes passagens de estações do ano, movimentação de placas,que levam cada petróleo de cada área, de cada país, ter seu DNA próprio. ( nota do XQUIMICA )

A origem do piche é conhecida, então.

Mas não a forma como foi descartado e quem descartou.

A hipótese mais aceita é que tenha sido de navios fantasmas , que carregam clandestinamente esse produto.

As rotas de 30 navios forma encontradas e os 11 países que usaram essa rota com esses navios estão recebendo técnicos formais da Petrobrás para fazer o cruzamento dos dados e entender como esse processo de derramamento ocorreu.

A verdade é que um verdadeiro desastre ecológico está ocorrendo, além da contaminação das praias e águas, tem os animais marinhos, corais, reservas como o Projeto Tamar.

foto: AFP

RISCOS PARA QUEM ENTRA EM CONTATO DIRETO COM ESSE ÓLEO:

Dermatologistas afirmam que o contato de banhistas e pescadores com o óleo pode causar irritações na pele e alergias. De acordo com Alessandra Romiti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deve-se tomar cuidado com os olhos, boca e nariz. Em caso de contato com o material, ela orienta procurar um dermatologista para o tratamento, que varia do uso de pomadas e sabonetes específicos à prescrição de remédios de ingestão oral.

O Ibama recomendou que se evite qualquer contato ou manuseio do material e que o banhista comunique a ocorrência imediatamente ao órgão ambiental local. Em caso de contato com o óleo, a recomendação do Ibama é que a pessoa passe primeiro gelo ou óleo de cozinha, antes de lavar com água e sabão.

Além do risco na cadeia alimentar, as pessoas também estão sujeitas a entrar em contato direto com os contaminantes que permanecerem no ambiente.

Isso pode acontecer em uma simples caminhada pela areia da praia ou no banho de mar, tocando involuntariamente em resíduos de óleo ou inalando os gases liberados por eles.

RISCOS PARA FAUNA E FLORA

Em quatro estados, foram encontradas mortas seis tartarugas marinhas e uma ave (Bobo-pequeno). Outras cinco tartarugas foram resgatadas com vida. Segundo o Ibama, não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos, mas a avaliação da qualidade do pescado capturado nas áreas afetadas para fins de consumo humano é competência do órgão de vigilância sanitária. Animais marinhos menores que a tartaruga, como caranguejos, guaiamuns e aratus também sucumbiram à presença do óleo.


Nas áreas contaminadas vivem animais em contato direto com o poluente e têm grande importância econômica, como caranguejos, aratus, sururu, lambretas — Foto: Victor Uchôa/BBC News Brasil

Outra característica desse óleo é que parte dele flutua e outra fica submersa- não se sabe quantas toneladas foram derramadas, mas todo dia há notícias de novas praias contaminadas, ás vezes com material tão particulado , que é necessário peneirar a areia para retirá-lo.

Limpar não significa que vai desaparecer.

Como não sabemos o quanto de óleo ainda está no mar, esse piche volta aos locais já limpo, iniciando uma cadeia de desastres que parece não ter fim.

DEGRADAÇÃO DESSE ÓLEO

O petróleo cru, ainda que seja altamente tóxico, é uma substância orgânica. Dessa forma, ele pode ser degradado através de fatores naturais, como a rebentação das ondas (que dispersam o material), a irradiação solar (que evapora determinados componentes) e até mesmo bactérias que se alimentam do carbono contido no material. O problema, nesse caso, é o tempo.

“A degradação natural é extremamente lenta. A depender do ambiente, leva décadas. Em áreas onde já ocorreram derrames, temos análises feitas anos depois do episódio e ainda assim é detectada a toxicidade. Por isso seria importante evitar que esse óleo chegasse na costa”, diz Carine Santana Silva, que é oceanógrafa, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em petróleo e meio ambiente.( Portal G1- Notícias)

Todo o turismo da região está comprometido, a pesca básica de subsistência e a própria natureza que vem sendo agredida de uma maneira nunca antes vista no mundo.

ENQUANTO ISSO…

No petróleo, estão contidos compostos orgânicos voláteis (COVs) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), ambos altamente tóxicos e cancerígenos.

Os COVs evaporam com relativa rapidez, mas os hidrocarbonetos se mantêm íntegros por muito tempo. Para o mais famoso deles, o benzeno, a resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina um limite que vai de 0,051 mg a 0,7 mg por litro de água salgada. Passando disso, já impacta a biota marinha e a saúde humana — ainda não existe resultado de medição na Bahia após a chegada do óleo.

“Os governos não querem fazer alarde porque um caso como esse afeta o turismo, mas existe a questão da saúde, tanto de quem frequenta praias como de quem trabalha nessas zonas, mariscando, pescando, vendendo”, observa a química Sarah Rocha, que atua no laboratório da pós-graduação em Petróleo, Energia e Meio Ambiente da UFBA

Com Farol de Itapuã ao fundo, voluntários trabalham na limpeza do óleo em Salvador — Foto: Victor Uchôa/BBC News Brasil

Com Farol de Itapuã ao fundo, voluntários trabalham na limpeza do óleo em Salvador — Foto: Victor Uchôa/BBC News Brasil

“Essas pessoas vão ficar em contato com esses resíduos por muito tempo, porque há também uma sustentação financeira em jogo. É muito difícil, por exemplo, que esses mariscos deixem de ser recolhidos para venda e é certo que muita gente vai ingerir alimentos contaminados”, acrescenta ela.

INFELIZMENTE,

Pelo menos duas áreas de extensos manguezais baianos já foram atingidas, nas barras dos rios Itapicuru e Pojuca, ambas no litoral norte. Além disso, o óleo já penetrou na Baía de Todos os Santos — maior do país e segunda maior do mundo —, margeada por dezenas de manguezais, bancos de coral e estuários.

O grande problema nos manguezais é esse material particulado penetrar em áreas onde a retirada se torna inviável .

Estamos no aguardo de novas notícias. Esse assunto não está encerrado, nem para o país, nem para nós.

tnh1.com.br

pesquisa:

Petrobrás

Portal de notícias G1

Poder360.com.br

fotos:AFP, BBC news, G1, opetroleo.com.br ,tnh1.com.br

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