TALIDOMIDA- AINDA USADA?

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ALÔ PESSOAL!!
 Um estudo ao qual a BBC teve acesso exclusivo mostra que o uso da
talidomida continua a causar defeitos físicos em bebês nascidos no
Brasil.


A polêmica droga é distribuída na rede pública para tratar pessoas com
hanseníase – doença antigamente chamada de lepra, causada pelo bacilo de
Hansen, o Mycobacterium leprae, que ataca nervos periféricos e a pele.

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A talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. Devido a seus efeitos teratogénicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois causa má-formação ou ausência de membros no feto
A talidomida esteve ao mercado pela primeira vez na Alemanha em 1 de outubro de 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico
com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a
desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício
para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjôos matinais.

Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para
todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado
norte-americano.

Os procedimentos de testes de drogas naquela época eram muito menos
rígidos e, por isso, os testes feitos na talidomida não revelaram seus
efeitos teratogénicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga
de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram
feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.

No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e
Austrália os primeiros casos de malformações congênitas onde crianças
passaram a nascer com focomelia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de “bebês da talidomida”, ou “geração talidomida”.
Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a
ela associados em todo o mundo, a Talidomida foi removida da lista de
remédios indicados . Os Estados Unidos foram poupados deste problema graças à atuação firme de Frances Oldham Kelsey, farmacologista encarregada pelo FDA (Food and Drug Administration) de avaliar os testes clínicos apresentados pela indústria.

Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida
interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a
enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.

Por um longo tempo, a Talidomida foi associada a um dos mais
horríveis acidentes médicos da história. Por outro lado, estão em estudo
novos tratamentos com a talidomida para doenças como o cancro, câncer de medula e, já há algum tempo, para a lepra .

Útil em doenças, como lúpus, alívio dos sintomas de portadores do HIV, diminuição do risco de rejeição em transplantes de medula e artrite reumatóide, a talidomina é indicada em cerca de 60 tratamentos. .

Em 2012, a Gruenenthal, empresa produtora da talidomida pediu desculpas pelos danos causados.
 fontes: Wikipédia e uol.com.br

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