AS TINTAS E OS CABELOS

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OI GALERA!

Muita gente, com o passar do tempo, vai aderindo à tintura dos cabelos, seja permanente ou temporária.

Uns querem uma cor diferente, outros mudam radical, e tantos outros querem apagar os fios brancos.

Como as tintas são substancias muito químicas, vamos dar uma olhada na sua composição?

A cor natural do cabelo humano é definida basicamente pela quantidade de melanina eume­lanina (fios pretos e castanhos) ou feomelanina (loiros e ruivos) que cada um de nós possui. Mas nem todo mundo está satisfeito com a melanina que veio de fábrica, e por isso todos os dias milhões de pessoas recorrem a uma série de reações químicas para mudar a cor dos fios. Essas reações envolvem pelo menos três componentes: as moléculas do cabelo, pigmentos e substâncias como peróxido de hidrogênio, amônia ou chumbo, que variam conforme o produto.

O cabelos mais escuros contêm uma quantidade maior de grânulos de melanina no córtex, enquanto que o cabelo louro contém pouca melanina.

Quando a pessoa vai ficando mais velha, ocorre a ausência de melanina no córtex, o que leva à diminuição de pigmentação e, consequentemente, ao aparecimento de cabelos brancos.

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imagem: Saber atualizado

O processo de formação da coloração tem início com o aplique de água oxigenada (o tal peróxido de hidrogênio), que “reseta” a cor. A maioria também contém parafenilenodiamina, ou PPD, substância proibida em países como França, Alemanha e Suécia, mas permitida no Brasil.

Base de cor dos cabelos e texturas
imagem: https://brasilescola.uol.com.br/

Atualmente estudos feitos em vários países mostram a necessidade de eliminar o PPD- assim algumas tintas já vem com esse aviso na sua formulação.

PPD (p-fenilenodiamina) é, atualmente, um ingrediente indispensável na coloração permanente, uma vez que permite cobrir eficazmente o cabelo GRISALHO e, quando usado em combinação com outros agentes corantes, pode oferecer uma grande variedade de CORES.

A estrutura principal do fio é formada por 45,2% de carbono, 27,9% de oxigênio, 6,6% de hidrogênio, 15,1% de nitrogênio – que juntos formam os aminoácidos responsáveis pela produção da queratina – e 5,2% de enxofre, porém existem mais elementos na fibra capilar.

Quando se utiliza qualquer tipo de tinta, essa composição é alterada

Vamos ver os tipos de tinturas:

As tinturas empregadas para mudar a cor dos cabelos podem ser de origem natural ou sintética e são classificadas em temporárias, progressivas, semipermanentes ou permanentes. Veja cada uma:

  • Temporárias: Como o próprio nome diz, mudam a cor do cabelo por um período curto, pois saem com o uso dos xampus. Isso acontece porque são compostos de ácido de alta massa molar que não penetram na fibra do cabelo, ficam apenas na superfície;

Progressivas: Sua composição se baseia em soluções aquosas de sais metabólicos. Um exemplo desse tipo de tintura são as que contêm o elemento chumbo (Pb). Essa técnica é uma das mais antigas, sendo que no período greco-romano utilizava-se bastante o óxido de chumbo (PbO) misturado ao hidróxido de cálcio [Ca(OH)2] e um pouco de água. O chumbo reage com o enxofre das proteínas do cabelo, formando o sulfeto de chumbo, que tem a cor preta.

Reação entre o óxido de chumbo das tinturas e a cisteína, um aminoácido sulfurado que compõe a estrutura da queratina

É uma tintura que permanece mais tempo que as outras, porém tem um aspecto negativo: o chumbo é um metal pesado, que pode acumular no organismo levando a problemas de saúde, como lesões neurológicas, estomacais e até osteoporose. Entretanto, não existem evidências que comprovem a relação entre as tinturas de cabelo e o câncer.

Quanto à utilização de acetato de chumbo em tinturas capilares progressivas, o parecer Técnico da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que os estudos científicos indicam que há uma baixa absorção desta substância pelo couro cabeludo, mas o seu uso deve ser limitado pelas seguintes restrições:

a) “O conteúdo de chumbo no produto final não deve exceder 0,6%;
b) O produto não pode ser usado para coloração de bigodes, sobrancelhas e cílios ou nos pelos de outras partes do corpo, ou seja, o produto deve ser aplicado exclusivamente nos cabelos do couro cabeludo.”

  • Semipermanentes: Penetram parcialmente nas fibras dos cabelos, permanecendo um tempo um pouco maior que as tinturas temporárias, porque o pigmento se oxida no interior da fibra promovendo a cor e, dessa forma oxidada, é mais difícil de atravessar a fibra. Geralmente é empregada junto com a água oxigenada, que promove a oxidação.

Um exemplo é a henna, também empregada há muito tempo. Ela é extraída da espécie vegetal Lawsonia inermis, sendo que seu princípio ativo é a lawsona (2- hidróxido-1,4-naftoquinon), que confere a cor que vai do castanho ao avermelhado.

  • Permanentes: Assim como as anteriores, penetram na fibra do cabelo, sofrendo oxidação com a água oxigenada, mas por serem moléculas pequenas, que se unem e dão origem a grandes estruturas, o resultado é que elas permanecem mais tempo no interior da fibra.

Além do chumbo mencionado logo mais acima, as tinturas contêm outras substâncias que podem ser tóxicas para pessoas sensíveis e alérgicas, tais como a amônia. Para evitar isso é melhor fazer sempre um teste antes, aplicando um pouquinho do produto na pele e esperando para ver se ocorre ardência ou vermelhidão. Se isso ocorrer, não use o produto.

O interessante é que a cor, nas tinturas permanentes, é formada através de reações químicas, no próprio cabelo, após a aplicação.

Abaixo, as principais substancias que compõem as tintas permanentes:

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imagem: Revista Galileu

E aí, já decidiu a cor do seu cabelo?

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