VAZAMENTO É COMUM NA NIGÉRIA

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ALÔ PESSOAL!
Essa imagem é do Rio Bodo, na Nigéria.
Isso é vazamento de petróleo. Tão comum que não há mais alardes!
Vejam a incoerência: enquanto os EUA gritam ( e com razão!), um país abaixo da linha de pobreza, como a Nigéria, tem um desastre desses por ANO!
Leia a reportagem do “último segundo- ig”:( 17/06/2010 )
Grandes vazamentos de petróleo deixaram de ser notícia em Bodo, na Nigéria. O Delta do Níger, onde a riqueza subterrânea contrasta com a pobreza existente na superfície, tem sofrido o equivalente ao vazamento do Exxon Valdez a cada ano nos últimos 50 anos, segundo algumas estimativas. O petróleo vaza quase todas as semanas e alguns pântanos já não têm vida há muito tempo.
Talvez nenhum outro lugar na Terra tenha sido tão maltratado pelo petróleo, dizem os especialistas, o que deixa os moradores de Bodo espantados com a atenção ininterrupta dada ao vazamento a meio mundo de distância, no Golfo do México. Foi apenas há algumas semanas, eles dizem, que um cano da Royal Dutch Shell que estourou nos manguezais foi finalmente fechado, após dois meses de vazamento contínuo: agora nenhum ser vivo se move numa área tomada pelo petróleo e que antes era repleta de camarões e caranguejos.
Não muito longe dali, ainda há petróleo cru no Riacho Gio de um vazamento que aconteceu em abril. Do outro lado da fronteira do Estado, em Akwa Ibom, os pescadores amaldiçoam suas redes enegrecidas pelo petróleo, inúteis em um mar estéril por causa de um vazamento de um oleoduto marítimo da Exxon Mobil em maio, que durou semanas.
O petróleo vaza de tubulações enferrujadas e envelhecidas, não controladas pelo que os especialistas dizem ser uma regulamentação ineficaz ou corrupta, e é auxiliado por uma manutenção deficiente e por sabotagens constantes. Diante desta maré negra existem raros protestos – soldados que guardavam uma sede da Exxon Mobil bateram em mulheres que protestavam na frente do prédio no mês passado, segundo testemunhas -, mas principalmente uma aceitação ressentida.
Aqui, as crianças pequenas nadam no estuário poluído, os pescadores levam seus esquifes cada vez mais longe – “Não há nada que possamos pescar aqui”, disse Pio Doron, em seu barco – e as mulheres do mercado andam com dificuldade por riachos cheios de petróleo.

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